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Autor: Tudorondonia - 01/12/2017 10h13

Com ampliação de programas de combate ao vírus HIV, Rondônia comemora redução nos casos de Aids em 2017

Em Ouro Preto do Oeste foram registrado 7 casos em 2016 e 5 casos em 2017.


De acordo com dados da Agevisa, no período de janeiro a novembro de 2017, 296 casos de Aids em homens e 113 em mulheres foram diagnosticados.

O número de casos de Aids em Rondônia registra, no período entre 2016 e 2017, uma redução de 43%, segundo dados do setor de estatísticas da Agência de Vigilância em Saúde (Agevisa). Em 2016, foram confirmados 583 casos da doença, contra 408 neste ano. O perfil social da doença mostra que homens representam mais de 60% dos casos. O índice entre as mulheres é de pouco da de 31%.

Sistema faz mapeamento de casos de Aids por municípios em Rondônia - Foto: Ítalo Ricardo

De acordo com dados da Agevisa, no período de janeiro a novembro de 2017, 296 casos de Aids em homens e 113 em mulheres foram diagnosticados. Há uma diminuição do número de homens e mulheres diagnosticadas com Aids, em comparação com o mesmo período do ano passado. Essa redução está ligada diretamente ao aumento da prevenção, fruto de campanhas educativas realizadas pelo governo de Rondônia em parceria com o Ministério da Saúde (MS).

Em Rondônia, no período de 2016 até 29 de novembro deste ano, foram notificadas 82 gestantes infectadas com HIV. Em 2016, foram identificadas 55 gestantes, sendo 24 gestantes em Porto Velho, 10 no município de Ariquemes, sete em Vilhena, quatro casos em Cacoal e Candeias do Jamari. Observou-se que no ano de 2017 (dados preliminares), apresentou até o momento menor números de casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Saúde (MS).

INCIDÊNCIA

De acordo com o estudo da Agevisa, os casos de Aids têm maior incidência em pessoas com idades entre 20 a 29 anos, com 195 casos registrados. O estudo mostra que na faixa etária entre 30 a 39 anos, 168 pessoas têm HIV. De 40 a 49 anos, o número é de 114 casos diagnosticados.

DIA MUNDIAL

Para marcar o Dia Mundial de Combate à Aids, comemorado nesta sexta-feira (1), a direção da Policlínica Oswaldo Cruz (POC), referência no atendimento de alta complexidade em Rondônia, realiza vasta programação com palestras sobre a importância da prevenção, como vivem as pessoas com a HIV que fazem o tratamento corretamente, testes rápidos para o diagnóstico da doença. Três médicos infectologistas farão palestras. Um coffee break marca o encerramento da programação.

AÇÕES EM RONDÔNIA

O Núcleo Estadual de DST, Aids e Hepatites Virais tem como diretriz da atenção integral, tanto para as pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA), quanto para as que não vivem. A articulação da política com as redes (municipais, regionais) de atenção à saúde, parceiros intersetoriais e organizações da sociedade civil é fundamental para a efetivação dessa proposta.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, n núcleo transversaliza as políticas de saúde que contemplam todos os ciclos vitais, considerando suas diversidades e populações mais vulneráveis. De acordo com o secretário, tem como objetivo a importância da participação de diferentes atores sociais na construção e consolidação das políticas públicas, bem como do controle social, um dos seus alicerces, e da articulação com o movimento social e a sociedade civil organizada.

Entre os desafios de maior prioridade destacam-se a redução de incidência de Aids e das demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) nos diferentes segmentos populacionais e a promoção da integralidade dos cuidados às Pessoas Vivendo com HIV/Aids (PVHA). Para tanto, faz-se necessário, a ampliação de estratégias de promoção da saúde e prevenção de agravo, acesso ao diagnóstico, ações de combate ao estigma e discriminação e defesa aos direitos humanos, de modo a garantir o cuidado integral às PVH, relata o secretário.

Agevisa tem perfil da doença em Rondônia - Foto: Ítalo Ricardo

PREVENÇÃO AO HIV/AIDS

As ações de prevenção para IST, Aids e Hepatites Virais podem ser identificadas em diversos espaços dentro dos territórios e comunidades. Nas Unidades Básicas de Saúde, por exemplo, são oferecidas as testagens anti-HIV, Sífilis, Hepatites B e C, bem como sessões de aconselhamento, grupos temáticos de educação em saúde e distribuição de insumos de prevenção (preservativos e gel lubrificante).

De acordo com o secretário Pimentel, cabe destacar o financiamento de ações desenvolvidas por Organizações da Sociedade Civil, que trabalham diretamente com as populações mais vulneráveis ao HIV/Aids (travestis, transexuais, homossexuais, profissionais do sexo, pessoas privadas de liberdade, usuários de drogas) e combatem os estigmas e preconceitos que muitas vezes dificultam o seu acesso aos serviços de saúde.

Por meio da parceria com o setor da Educação, o Programa de Saúde na Escola (PSE) visa à integração e articulação permanente entre pares educação e saúde, proporcionando melhoria da qualidade de vida dos educandos, destaca.

O PSE tem como objetivo contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção da saúde, de prevenção de doenças e agravos à saúde e de atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino.

As diferentes tecnologias de prevenção ao HIV/Aids desenvolvidas nos últimos anos ampliaram a gama de opções e ofereceram uma série de novas alternativas para a prevenção. Com a estratégia da Prevenção Combinada, podemos ampliar e diversificar as estratégias de prevenção com as tecnologias: Profilaxia Pós- exposição (PEP), Profilaxia Pré-exposição (PrEP) e TasP , relata o secretário.


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