Autor: Gazeta Central - 29/01/2018 02h20

Ouro Preto: Projeto de revitalização das margens do rio Boa Vista atinge objetivo

Foram revitalizados em torno de 25 km de margens do rio, além de nascentes de 72 propriedades.



Um projeto que se iniciou há quase uma década, mais precisamente em 2007, após a escassez de água provocada principalmente pelo assoreamento do rio Boa Vista, que diminuiu o nível na captação da Caerd, vindo a deixar toda a população ouropretense sem água por inúmeras vezes.

Diante da grave situação, passou-se a promover tímidas reuniões compostas por poucas pessoas que, na época, acreditavam na remota possibilidade de tornar-se realidade a revitalização de cerca de 25 km de margens do rio Boa Vista, desde suas nascentes até a captação da Caerd.

Entre essas pessoas, estavam o promotor de Justiça Aluido de Oliveira Leite, que hoje encontra-se em Porto Velho, e o atual diretor do Departamento de Meio Ambiente da Estância Turística de Ouro Preto do Oeste, Braz Paganini.

Braz acreditou e desde então vem trabalhando incansavelmente para que o Projeto atenda o principal objetivo, que é evitar o assoreamento do rio Boa Vista, bem como manter o volume de água para o abastecimento da população ouropretense e torná-lo modelo a ser seguido pelos demais municípios.

O mérito do sucesso do Projeto também se deve aos proprietários das 72 propriedades, 32 localizadas às margens do rio Boa Vista e 40 na nascente e nas represas que desaguam no rio, que em sua grande maioria abraçaram a causa após terem assinado um Termo de Ajuste de Conduta –TAC.

As margens do rio passaram a ser revitalizadas com mudas de 20 espécies de plantas, entre elas jatobá, paineira, bandara e cerejeira, todas produzidas no viveiro municipal de Ouro Preto do Oeste e entregues gratuitamente aos donos das 72 propriedades.

“Este projeto visa recuperar as matas das margens do rio Boa Vista, evitando o assoreamento e a extinção das nascentes que desaguam e ou abastecem o rio, para assegurar o abastecimento da água à população da cidade de Ouro Preto do Oeste”, enfatizou Braz.

Braz destacou o importante papel do prefeito Vagno Panisoly (PSDC) que não vem medindo esforços para que o projeto alcance seus objetivos e principalmente evitar que os munícipes fiquem sem água, assim como ocorreu em 2007.

O projeto é executado pela equipe do Departamento de Meio Ambiente Municipal formada pelo diretor Braz Paganini, Roberto Aparecido Custódio – engenheiro agrônomo, Edson do Carmo – técnico agrícola, Lucas Joahay de Lucena Ferreira – engenheiro ambiental, Marcossoel Santana – biólogo, Tayna Luz – gestora ambiental.

Também estão envolvidos no projeto o Ministério Público de Rondônia – MP-RO, Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM, Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia – Sipam, Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia – CAERD, Comissão Executiva de Plano de Lavoura Cacaueira – CEPLAC.




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