Publicidade
Autor: O Rondoniense - 06/03/2018 08h00

Governo não concede benefícios aos servidores de educação e greve continua

Vice governador recomenda ao sindicato brigar na mesma instância contra a ilegalidade da greve alegando a ilegalidade do estado em não pagar o piso nacional


Em nova tentativa de negociação, o sintero junto a seduc e ao vice governador não chegaram a um acordo. A greve continua pautada na falta do cumprimento de acordos propostos e não cumpridos pelo governo. A justificativa apresentada é que para o governo de Rondônia conceder o aumento que equipara os salários ao piso nacional passaria do limite constitucional do que o estado pode gastar na folha de pagamento.

As reivindicações dos grevistas foi reconhecida pelo vice governador.

"Nos seguimos menos de 10% do Plano Estadual de Educação. Ninguém esta pedindo nada absurdo, mas o Estado de Rondônia tem 40% da arrecadação comprometido com folha de pagamento, o limite é 44%", declarou.

Colocando o estado como refém do processo de transposição e da burocracia do IPERON, o secretário de Educação Waldo Alves e o vice governador defenderam o Projeto Genesis. Um plano de controle de gestão para que as contratações sejam justas.

Daniel Pereira citou que o levantamento feito pelo Tribunal de Contas existe um número de servidores da educação maior que o necessário ao estado, mas negou que o Projeto Genesis represente a demissão de servidores.

O movimento grevista não ficou contente e deliberou que, até a quarta-feira (7) quando acontece uma assembléia estadual em Porto Velho, a greve continua.

"O que nos obtivemos é que na próxima quarta-feira o governo apresentará uma proposta mínima para que a categoria possa avaliar. O Sintero está a disposição, inclusive a nossa equipe técnica, nesses dois dias de estar contribuindo em dizer exatamente o que queremos", afirmou Lionilda Simão, presidente do Sintero.

Como única solução apresentada, o vice governador recomendou ao sindicato brigar contra a ilegalidade da greve na mesma instância.

"Entrem com um pedido de reconvenção para que a justiça determine o pagamento do piso. É uma determinação federal, se a justiça determina que a greve é ilegal, não pagar o piso também é ilegal. Se a justiça conceder é o estado quem tem de se virar", pontuou.


NOTÍCIAS RELACIONADAS



Publicidade