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Autor: Gazeta Central - 30/07/2018 01h43

Ouro Preto: Prefeitura inicia construção de salas destinadas as crianças autistas

O espaço ofertará mais vagas, além de proporcionar um espaço mais amplo e agradável para um melhor aprendizado dos alunos, afirmou à coordenadora.


Foto: assessoria Escola Municipal Benjamin Constant


Os anjos azuis, como são carinhosamente conhecidas as crianças autistas na Estância Turística de Ouro Preto do Oeste, terão um novo local para que possam receber atendimento especializado e com mais qualidade. Os alunos, há três anos, vêm frequentando salas dentro de uma escola e tendo que lidar com barulho e um local inapropriado.

A duas salas que serão construídas na mesma escola (Benjamin Constant), onde atualmente atendente os autistas, serão edificadas do lado externo, já se iniciou e custou aos bolsos dos contribuintes R$ 52.419,51. As salas, que prometem ser amplas e equipadas, contarão com um espaço aberto para a promoção de atividades ao ar livre.


De acordo com a coordenadora de Educação Especial da SEMEC, Josimária Rosa Pereira da Cruz, as salas dos autistas serão de grande importância já que, além de ofertarem mais vagas, também proporcionarão um espaço mais amplo e agradável para um melhor aprendizado dos alunos.
Josimária explica sobre a importância da construção das salas dos autistas
Josimária explicou que o novo espaço irá contribuir ainda mais para que seja oferecido aos alunos, através do Programa Son Rise, um método efetivo de tratamento do autismo, que é focado no desenvolvimento das habilidades de cada aluno.

A coordenadora salientou que esse método tem ainda por finalidade complementar o conteúdo do ensino regular e auxiliar as crianças autistas a terem uma interação e socialização na escola, bem como na sociedade. As professoras responsáveis realizam um planejamento individual para atender cada aluno, sempre respeitando suas limitações.

Segundo a mãe de um dos alunos, Vanuza Alves da Silva, essa obra foi uma grande conquista dos pais dos anjos azuis de Ouro Preto do Oeste, apesar de que, de acordo com ela, o que eles buscam é a construção de uma Casa do Autista, local este apropriado. E ressaltou que essa medida, mesmo sendo paliativa, se deve graças às reivindicações e manifestações dos pais, com a intervenção do promotor de justiça Evandro Araújo Oliveira.

Destacou ainda que seu filho e as demais crianças, há três anos, vêm frequentando duas salas dentro da escola, e tendo que lidar com o barulho intenso dos demais alunos do ensino regular e que o local atual não é apropriado para o ensino dos alunos autistas.

“Agora nossos anjos azuis irão ter um local com menos barulho, onde eles poderão frequentar e participar de suas terapias, apesar de que o que buscamos, na verdade, é um local apropriado, ou seja, uma Casa do Autista”, disse Vanuza. E fez questão de enaltecer o excelente trabalho das queridas professoras que, mesmo sem ter todas as condições, ensinam e amam nossos anjos com se fossem delas.

Atendimento

O espaço atualmente atende 14 alunos que são acompanhados pelas professoras Sandra Irene Pereira e Wanilda de Jesus Ferreira de Freitas, com apoio da auxiliar Geralda Baldassin. Cada criança recebe atendimento individual de uma hora e meia, duas vezes por semana. As salas funcionam das 07h30 às 17h, de segunda a sexta-feira.

Matrícula

Os interessados em matricular seus filhos nas salas do autista devem comparecer à Escola Benjamin Constant, localizada na rua Sirley Lemes, n° 141, munidos dos seguinte documentos: comprovante de residência, certidão de nascimento, laudo médico e documentos pessoais do responsável. Poderão ser matriculadas crianças de 2 a 13 anos.

A Casa do Autista

Em setembro de 2010 foi inaugurada em Ouro Preto do Oeste, a Casa do Autista, que era situada na rua João Paulo I, bairro União, atrás da Escola Estadual 28 de Novembro. Um local que mesmo sem possuir todas as estruturas necessárias, era ideal para o aprendizado dos alunos.

Anos depois, foi fechada e, na sequência, a administração municipal abriu duas salas para atender as crianças autistas na Escola Municipal Benjamin Constant, que até hoje vêm funcionando, mesmo não sendo um local adequado e indicado.


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