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Autor: Taísa Arruda / G1 RO - 15/06/2012 09h28
Energia produzida em RO é superior ao consumo, mas distribuição é falha
Usina Hidrelétrica Santo Antônio está gerando energia desde março deste ano

Energia produzida em RO é superior ao consumo, mas distribuição é falha

Eletrobrás afirma que será necessário super investimentos até 2015. Usinas geram o dobro de energia consumida pela população.


Eletrobrás afirma que Rondônia tem capacidade de geração de energia elétrica suficiente para abastecer duas vezes o consumo de todo estado, mas o sistema limitado de transformação e distribuição não permite fornecimento 100% eficiente. Para se ter uma ideia, em 2011 no mês de outubro, a média de consumo em Rondônia foi de 570 megawatts. A energia gerada foi 1 milhão de megawatts. Quase que o dobro.

Segundo o diretor de operações da Eletrobrás Distribuição Rondônia, Luiz Marcelo, a relação entre geração e transmissão é tranquila. O problema é quanto a distribuição. Segundo Luiz, as redes são muito extensas. Há localidades distantes e de difícil acesso. A Eletrobrás é responsável pela rede de distribuição em Rondônia e Acre.

Rondônia conta com 27 usinas termoelétricas, terceirizadas. Fornece o óleo diesel aos investidores dessas usinas e faz a gestão do contrato. A principais estão na região dos municípios de Machadinho do Oeste, Buritis e nos distritos de Calama, São Carlos e Surpresa, em Porto Velho, e na capital.

A Eletrobrás compra energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), 11 no total. A maioria localizada nos municípios de Rolim de Moura, Vilhena Colorado do Oeste. Além das usinas hidrelétricas de Samuel, Rondon II, Santo Antônio e a de Jirau, a última, em construção. A Santo Antônio iniciou a geração de energia em março deste ano.

Com as três turbinas da usina hidrelétrica de Santo Antônio em funcionamento, mais  216 megawatts de energia estão a disposição para consumo. O equivalente ao fornecimento de luz a 300 mil habitantes. No total serão 44 turbinas.

Com todas as subestações e gestões terceirizadas, a geração é mais que suficiente para consumo e exportação. O que sobra, segue para o sistema interligado brasileiro abastecendo outros estados do país.

Queda no fornecimento de energia


A maior incidência de queda do fornecimento de energia ocorreu no mês de maio deste ano. O diretor de operações explica que boa parte dos interrompimentos ocorre por causa de manutenções nas redes. Ainda segundo Luiz, ligações clandestinas, os conhecidos "gatos", principalmente na capital, prejudica o abastecimento. "São feitos sem nenhum embasamento técnico até mesmo oferecendo risco de vida para a população. A ligação fraudulenta causa pertubação no sistema. Uma vez detectado, o circuito para automaticamente".

Tarifas


A cada quatro anos há uma atualização do ciclo tarifário que é feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a composição dos valores cobrados da tarifa passa pela geração, transmissão e distribuição. "Todos esses investimentos devem ser remunerados, e quem paga a conta é o consumidor, observando que 50% do que é pago está relacionado aos encargos e impostos", afirma Luiz. Em Rondônia, a tendência é a de que ao longo do tempo haja uma diminuição dos valores.

Investimentos

Há um planejamento de que até 2015 sejam investidos cerca de R$ 1,3 bilhão para execução inclusive da desativação das usinas termoelétricas. "Vamos ficar com praticamente 99% do estado interligado, por meio de um novo linhão que está sendo construído e as quedas, menos constantes".



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