Autor: Brazilian Times - 18/05/2020 02h16

Deficiente física, manicure brasileira é denunciada por conterrâneo por trabalhar em casa na Pensilvânia

A mineira descobriu que quem fez a denúncia foi um comerciante brasileiro, motivado por “inveja”


Juliana atendendo uma cliente


Natural de Ipatinga (Minas Gerais), a manicure e designer de unha Juliana Madeira, 39 anos, é uma daquelas brasileiras que chegaram aos Estados Unidos com vontade de vencer e construir o “sonho americano”.

Para isso, ela busca fazer sempre o bem e mesmo com suas dificuldades e limitações, devido a uma deficiência nas pernas, se movimenta com a ajuda de muletas e jamais deixou de acreditar e lutar pelos seus sonhos. Ele vem se destacando como uma excelente profissional na cidade de Philadelphia (Pensilvânia).

Devido a uma deficiência nas pernas, ela se movimenta com a ajuda de muletas e mesmo assim jamais deixou de acreditar e lutar pelos seus sonhos. Depois de pesquisar um trabalho que não lhe causaria muito esforço físico, principal em questão de caminhar, ela encontrou no designer de unhas o projeto para a sua vida.

Juliana estudou muito e conseguiu se formar nesta área e fez outros cursos para aprimorar e aperfeiçoar o seu trabalho, todos feitos em institutos norte-americanos credenciados.

Ela que já era manicure no Brasil, estava toda empolgada com o começo de uma profissão que poderia lhe trazer muitos frutos positivos. Entre os seus objetivos com este trabalho estava o de cuidar do filho, que em breve vai entrar em uma faculdade. O serviço começou de forma parcial e o número clientes foi crescendo conforme seu trabalho ia sendo divulgado.

Juliana e a professora do Instituto de Beleza, em Philadelphia, com o seu certificado de conclusão do curso.


Mas esta alegria não durou muito. Ela relatou que há poucos dias estava em sua casa quando ouviu alguém pater à porta. “Quando atendi, fiquei surpresam pois era um fiscal da prefeitura”, disse. “Ele me informou que alguém teria denunciado que eu operava um salão clandestino em minha casa”, continuo.

Juliana explicou ao fiscal o serviço que ela realizava e quando ele percebeu a condição física dela se sensibilizou com a história e não aplicou nenhuma multa. Apenas fez uma advertência verbal.

Poucos dias depois, a mineira descobriu que quem fez a denúncia foi um comerciante brasileiro e que teria sido motivado por “inveja” pelo fato dela estar crescendo na profissão. Ela não quis relatar o nome porque tem represália, mas disse que ficou bastante chateada, pois a comunidade deveria se unir para crescer e não se dividir porque um não consegue o brilho do outro.

Após a visita do fiscal, Juliana ficou bastante assustada e com o emocional bastante abalado. Ela ainda se recupera e está a tomar medicamentos para depressão e ansiedade. A mineira não voltou com o atendimento normal, mas “está reunindo forças para se levantar emocionalmente e seguir com o seu sonho”.

Ela clamou para que a comunidade ore para que pessoas como a que a denunciou se apegue mais a Deus e não saía prejudicando o próximo. “Estamos vivendo em um tempo de solidariedade e não de perseguição.

Todos nós, aqui nos Estados Unidos, somos imigrantes e viemos de um país em crise e cheio de dificuldades. Nós somos seres humanos e precisamos de trabalhar. Não façam esse tipo de crueldade com os seus, pois um dia quem sabe você também poderá precisar”, finalizou.

Juliana em treinamento, na classe do curso de unha de fibra de vidro


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