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Autor: G1 - 07/02/2018 10h24

Operação termina com 27 prisões e mais de R$ 1 milhão em apreensões

Além de drogas e armas, foram apreendidos produtos contrabandeados e 65 toneladas de castanha. Operação foi realizada no final de semana.


Polícia realizou operação em regiões onde o crime organizado opera suas ações (Foto: Sesdec/Divulgação)

Vinte e sete pessoas foram presas e mais de R$ 1 milhão em produtos ilegais foram apreendidos na operação policial ‘Fronteira Mais Segura’, que foi realizada entre quinta-feira (1°) e domingo (4), nas regiões de Porto Velho, Guajará-Mirim (RO), Costa Marques (RO) e Vilhena (RO). O balanço da operação foi divulgada nesta terça-feira pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesdec).

A operação, que integra o projeto ‘Rondônia Mais Segura’, tem por objetivo fechar o cerco aos narcotraficantes e contrabandistas que utilizam as estradas, os rios e o espaço aéreo de Rondônia como corredores para a infiltração de drogas e armas em benefício do crime organizado.

“Nosso Estado é considerado pela ONU um corredor de drogas e armas, são crimes que, além dos ambientais, vamos combater com rigor”, explicou o secretário de segurança Lioberto Caetano.

A iniciativa teve início em Porto Velho, onde foram apreendidas drogas e uma metralhadora. No total, de acordo com a Sesdec, foram apreendidos 15 quilos de cocaína, 1,27 quilos de ‘crack’ e 155 gramas de maconha. Também foram retiradas das ruas três armas e 80 munições.

Com um suspeito, que alegou ser negociante de gado, os policiais apreenderam R$ 126 mil.

“Quem negocia de forma lícita não transporta tanto dinheiro, ficou evidente que o destino desse montante era o tráfico de drogas”, afirmou o secretário de segurança, acrescentando que o narcotráfico será atacado em diversas pontas, incluindo o combate ao roubo e furto de veículos.

“Esses crimes têm que ser combatidos porque se o carro não chega ao traficante a droga não vem”, avaliou, associando o roubo de veículos ao fortalecimento do tráfico.

Na mesma operação foram apreendidos 65 toneladas de castanhas, avaliados em mais de R$ 1 milhão, segundo estimou o delegado da Receita Federal, Michel Teodoro, que cooperou com a operação. Segundo ele, as castanhas eram transportadas em uma balsa pelo Rio Guaporé, sem nota fiscal.

“O produto será destinado a instituições para benefício da sociedade”, explicou Michel Teodoro. Além da RF integraram as ações a superintendência da Polícia Rodoviária Federal, a Agência Fluvial de Guajará-Mirim e a 17a Brigada de Infantaria de Selva.

O general de Brigada, José Eduardo Leal de Oliveira, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, também cooperou com a operação e diz que o Exército já realiza operações pontuais na faixa de fronteira, mas ressaltou a importância da iniciativa dizendo que, com as ações conjuntas, o combate ao crime organizado é mais eficaz. “Somos parceiros certos e contumazes paras estas operações”, afirmou.

De acordo com a Sesdec, ao longo do ano, serão realizadas mais 11 operações. Os trabalhos complementam as ações preventivas que são realizadas com apoio de instituições e voluntários.

“Ano passado, o Governo do Estado deu início a operação ‘Rondônia Mais Segura’, na qual está contemplada a ‘Fronteira Mais Segura’. A ‘Rondônia Mais Segura’ começou a capacitar os agentes de segurança para melhorar a Segurança Pública através de programas e voluntários para trabalhar questões preventivas”, disse o secretário Lioberto caetano.


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