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Autor: Congresso em Foco - 12/04/2018 22h54

PT fará vaquinha para pagar contas pessoais de Lula e do Instituto Lula

Em declaração à colunista, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, afirmou que o ex-presidente “não tem mais como pagar água, luz, telefone de seu apartamento nem convênio médico, advogados, nada”.


Foto: divulgação O ex-presidente se entregou à Polícia Federal com mais de 25 horas após o fim do prazo dado por Sérgio Moro

Após ter suas contas bloqueadas, o ex-presidente Lula receberá ajuda de deputados e senadores do PT que, de acordo com a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PR), vão contribuir mensalmente com uma vaquinha para pagar suas contas pessoais. A informação foi publicada nesta quinta-feira (12) pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Em setembro do ano passado, após a condenação do ex-presidente, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, mandou bloquear R$ 606,7 mil das contas do petista. Entre os bloqueios pedidos por Moro, foram inclusos carros e três apartamentos em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Em dezembro, Moro autorizou o desbloqueio de R$ 63.702,54 depositados em uma conta em nome de Lula que se referem a recursos de aposentadoria.

Em declaração à colunista, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, afirmou que o ex-presidente “não tem mais como pagar água, luz, telefone de seu apartamento nem convênio médico, advogados, nada”. Okamoto também teve as contas bloqueadas com autorização judicial. “Querem que a gente morra de fome, de sede, sem defesa, de frio”, ressaltou ao jornal.

Gleisi Hoffmann afirmou à Mônica Bergamo que os parlamentares decidiram arrecadar os recursos entre R$ 500 ou R$ 1 mil por congressista, apesar de já contribuir com o partido. “É difícil porque deputado e senador do PT são duros. Já contribuímos com R$ 4 mil para o partido”, disse à colunista.

O ex-presidente se entregou à Polícia Federal no último sábado (7). Desde então, segue preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde começou a cumprir sua pena de 12 anos e um mês determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).


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