Autor: Gazeta Central - 04/02/2019 09h40

IDARON de Ouro Preto do Oeste inicia ação contra provável surto de varíola bovina na região

Com receio das medidas que poderão ser tomadas pela IDARON, os produtores rurais não estão informando os prováveis casos de varíola bovina que vêm ocorrendo na região da grande Ouro Preto.


Foto: divulgação


Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril do Estado de Rondônia – IDARON, através da Unidade de Sanidade Animal e Vegetal (ULSAV) de Ouro Preto do Oeste, iniciou uma ação para conscientizar e alertar a população da região da Grande Ouro Preto, mais especificamente as pessoas que residem em propriedades com gado leiteiro, para combater um provável surto da varíola bovina.

A medida foi tomada a partir de vários casos de pessoas que foram atendidas em unidades de saúde com sintomas semelhantes aos provocados pela varíola bovina, além de outros relatos de feridas nas mãos e antebraços de inúmeras pessoas que trabalham na ordenha, bem como lesões cutâneas nas tetas das vacas e focinhos dos bezerros.

De acordo com o chefe da ULSAV local, Peterson Piovezan Barbosa, os casos que vêm sendo relatados na região coincidem com o da varíola bovina. Mas, infelizmente, as pessoas, por receio ou medo, não estão comunicando, o que impossibilita a tomada de medidas necessárias para o isolamento e controle do surto.

“Quero deixar bem claro que os proprietários não sofrerão nenhum tipo de sansão e muito menos serão multados. Apenas precisamos que nos informem quando os sintomas iniciarem, para que possamos ir imediatamente até a propriedade colher material da lesão e do sangue dos animais para enviarmos para análise e também orientarmos sobre os cuidados de limpeza, higienização e desinfecção das regiões afetadas, além do local.”, explicou Peterson, lembrando que a única medida imposta será a interdição temporária da propriedade para trânsito de animais até que a varíola seja controlada.

Segundo a médica veterinária Karoline Paulino Grobério, não existe tratamento específico, tampouco vacina contra a varíola bovina, apenas terapia de suporte (cuidados de limpeza e higiene), uma vez que a varíola é autolimitante, ou seja, a própria doença estimula a imunidade do animal.
Karoline explicou que os primeiros sintomas nos seres humanos se dão pelo aparecimento de manchas vermelhas na pele e, posteriormente, a evolução para feridas com crostas nas mãos e antebraços. Isso provoca intensa dor no local, dor de cabeça e febre alta que podem durar por até 20 dias. Já nos animais, a médica veterinária esclareceu que as lesões surgem nas tetas dos animais em lactação e pequenas lesões na boca e focinho dos bezerros.

O chefe da ULSAV alertou que, além dos ferimentos e do incômodo, a varíola bovina também causa prejuízos econômicos aos proprietários de gado leiteiro, já que ocorre a diminuição na produção do leite, interdição da propriedade para entrada e saída de animais, emagrecimento dos bezerros, gastos no tratamento e afastamento dos ordenhadores.

A ação
Na próxima terça-feira (5), a equipe da ULSAV de Ouro Preto do Oeste irá se reunir com o responsável pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU), Cristiano Ramos; com o chefe da Vigilância Sanitária (VISA), Marçal Gomes de Sá, e com chefe do Centro de Controle e Zoonoses, médico veterinário Éder Nunes de Freitas. Eles irão traçar medidas para combater e isolar os prováveis casos de varíola bovina na região.

Também foram entregues panfletos sobre a varíola bovina em todas as casas agropecuárias da região. Os representantes da USAV irão massificar a ação através da imprensa por meio de sites, emissoras de rádios e TV locais.

Alerta
“Qualquer sintoma com características semelhantes ao da varíola bovina que for observado nos animais ou pessoas, deve ser imediatamente comunicado à IDARON local”, alertou Peterson.

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