Autor: Alexandre Araújo / Ouro Preto Online - 11/02/2019 23h42

Ano letivo é aberto em Ouro Preto do Oeste com mensagem do governador Marcos Rocha

"Esse ano será de muitas novidades na educação e estamos aguerridos para os novos desafios”, disse a chefe da CRE.




Cerca de 400 escolas, mais de 12 mil professores, quase 6 mil técnicos educacionais e aproximadamente 255 mil alunos retornam as atividades escolares em todo o Estado nesta segunda-feira (11), em cumprimento ao calendário letivo, os dados são baseados no fechamento dos indicadores da Educação/2018. Em Ouro Preto do Oeste o ato solene ocorreu na quadra poliesportiva da Escola Estadual Joaquim de Lima Avelino, sendo que na ocasião o secretário Executivo Regional de Governo polo IV Marcos Antonio Marques, representou o governador do estado coronel Marcos Rocha, tendo a Coordenadora Regional de Educação – CRE pedagoga Marivone Resende Araújo, representando o secretário de Educação do Estado Suamy Vivecanada Lacerda Abreu, participaram ainda chefes de órgãos estaduais e servidores do setor educacional que foram brindados por apresentações dos alunos da rede pública estadual de ensino.

“Sem os nossos professores não haverá mudanças em nossa sociedade. Eles são sinais de competência. O nosso trabalho ultrapassa os muros das escolas. Esse ano será de muitas novidades na educação e estamos aguerridos para os novos desafios”, disse a chefe da CRE Marivone Resende Araujo


O secretário de Governo Marcos Antônio Marques, parabenizou o empenho de todos que realizam a educação não só em Ouro Preto do Oeste, mas em todo Estado e pontuou que o governador coronel Marcos Rocha está focado em fazer o melhor pela educação e para tanto não medirá esforços no que que concerne implantar os projetos elencados para o setor educacional. “Nós estamos de mãos dadas com a educação. Ela é uma das principais bases para que tenhamos uma sociedade melhor e mais justa. Estou grato por participar deste momento”, comentou o secretário que continuou - É necessário que o tradicional se preserve, e faço uma referência ao respeito, que tem que ser preservado nas famílias, na escola, em toda a sociedade. Devemos lembrar sempre que conhecimento e afeto não se guardam e não se economizam, sob o risco de perdê-los -

EDUCAÇÃO INTEGRAL

A educação integral terá um tratamento diferenciado na nova gestão governamental, segundo o secretário de educação do Estado, Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu, a oferta será de acordo com estudos preliminares quanto aceitação da comunidade e localidade.

Segundo ele, a oferta da educação com tempo integral é para as comunidades que estão integradas e que aceitam. “É necessário a compreensão da sociedade quanto a amplitude da oferta de ensino para o Estado de Rondônia; precisamos estudar as demandas e saber o que as comunidade querem e precisam para depois estabelecer a educação integral, sem forçar a implantação e tornando o projeto exequível” – explicou Suamy

ESCOLA DE FORMAÇÃO

Uma das novidade que será oferecida pelo governo foi anunciada pelo secretário de educação. Suamy informou que existe um projeto que será entregue ao Conselho Estadual de Educação de Rondônia (CEE/RO) para implantação de uma escola de formação de professores.

“Esperamos organizar os procedimentos para implantação até final de junho, quando pensamos em ofertar cursos como didática da língua portuguesa, didática da matemática, avaliação da língua portuguesa, avaliação da matemática; em formato de especialização Latu Sensu, com 180 horas/aula, inclusive podendo ser educação a distância; uma forma de atender professores da rede estadual sem precisar desloca-los do ambiente de trabalho” – informou Suamy.

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

O governo de Rondônia deu as boas-vindas aos alunos

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, ressaltou o foco atual na educação profissional e num prazo mais longínquo a possibilidade de oferta de educação financeira nas escolas. “Nós precisamos melhorar o IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], precisamos preparar os nosso alunos para entrar na faculdade, mas não podemos esquecer que precisamos dar condições dos nossos alunos entrarem no mercado de trabalho; para que eles possam gerar renda e ter renda. Nós vamos investir maciçamente na educação profissional” – disse o governador.

O governador disse que a educação será gerida com foco na realidade, não será feito nada mirabolante, a secretaria administra 25% do orçamento do Estado, por lei, e junto com o secretário fará o possível para que a comunidade escolar seja valorizada. “Faremos o possível para num futuro breve valorizar nossos professores, os pais, não só em relação a remuneração, mas na questão de uma carreira que ele se sinta feliz, e isso passa até pelo comportamento da sociedade” – garantiu.

Marcos Rocha disse que o sonho do governo é que os estudantes saiam do ensino médio em condições de atuar profissionalmente. Segundo ele, existe hoje no pais muitas pessoas que sabem ler e escrever, terminaram ensino médio, uma faculdade, mas não tem condições de exercer uma profissão. Neste contexto o governador salientou a importância do fortalecimento da educação profissional no Estado.

VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR

Quanto ao piso salarial dos professores o governador ressaltou os 41 dias, pouco mais de um mês, à frente do governo, tempo ínfimo para uma discussão salarial, mas salientou o interesse na valorização do servidor público. “Precisamos trabalhar bastante para que o servidor seja valorizado, tudo terá o momento certo, eu sou servidor também e espero que isso aconteça” – disse.

Marcos Rocha salientou que ao assumir o governo precisar estar atento as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Lei Complementar nº 101, que trata do controle dos gastos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e que o impede de tomar ações intempestivas. O governador ainda destacou que recebeu o governo do Estado “com dividas que não existiam da forma como estão, caso dos precatórios que chegam a 2 bilhões e meio de reais para serem pagos até 2022, e a dívida do antigo Beron, que começou a ser paga agora, cerca de 2 bilhões e meio de reais; valores que só aumentam. Estamos negociando com o governo federal para ver se conseguimos reduzir a dívida. Antes de pensar em qualquer melhoria salarial ou contratação precisamos enxugar a máquina e enxugar as dívidas também, precisamos ter paz para olhar” – disse Rocha.

* Com informações de Aurimar Lima






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