Autor: Tamires Ferreira / Olhar Digital - 11/08/2021 19h42

Vacina contra Chikungunya aponta 98,5% de eficácia, afirma Butantan

A previsão é de que os resultados dos ensaios clínicos sejam divulgados em seis meses.


Vacina contra Chikungunya aponta 98,5% de eficácia, afirma Butantan. Imagem: Thammanoon/iStock


A vacina contra Chikungunya desenvolvida pela farmacêutica francesa Valneva em parceria com o Instituto Butantan alcançou 98,5% de eficácia, segundo informações do centro de pesquisa brasileiro. Os resultados, considerados “animadores” pelos cientistas, foi anunciado na última sexta-feira (6) e faz parte da 3° fase de testes clínicos do imunizante, que está sendo realizado nos Estados Unidos.

“O resultado da fase 3 para a vacina significa que estamos um passo mais perto de combater essa ameaça de saúde pública. Vamos continuar trabalhando para trazer a vacina ao mercado o mais rápido possível”, comentou o diretor médico da Valneva, Juan Carlos Jamarillo.

O imunizante, chamado de VLA1553, foi testado em 4.115 pessoas e gerou anticorpos neutralizantes em 98,5% dos voluntários 28 dias após a aplicação da dose única. A candidata a vacina recebeu a premiação de revelação (Breakthrough Designation) pela Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória norte-americana. Além disso, os ensaios clínicos mostraram que o imunizante é bem tolerado em todas as faixas etárias.

A vacina contra Chikungunya já havia demonstrado bons resultados desde a fase 1 de testes, com 100% de soroconversão nos 120 voluntários, além de apresentar a permanência de anticorpos até um ano após a aplicação da dose. Até o momento, o imunizante é o único sendo desenvolvido contra a doença e, a Valneva e o Instituto Butantan já têm um acordo firmado para o desenvolvimento, fabricação e comercialização da vacina no Brasil.

A previsão é de que os resultados dos ensaios clínicos sejam divulgados em seis meses.

Sobre a Chikungunya

A Chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. A circulação do vírus foi identificada no Brasil pela primeira vez em 2014, e ele já se espalhou por mais de 100 países. A primeira epidemia da doença foi documentada na Tanzânia, entre 1952 e 1953.

Entre os principais sintomas da doença estão febre alta, dores intensas nas articulações dos pés, mãos, dedos, tornozelos e pulsos, além de dor de cabeça, nos músculos e manchas avermelhadas na pele. 30% das pessoas não apresentam sintomas, no entanto, caso existam, geralmente surgem entre o segundo e décimo segundo (12°) dia após a picada do mosquito.

A doença, que pode ser mortal, especialmente quando o paciente já apresenta outras comorbidades, é considerada rara no Brasil, acometendo menos de 150 mil pacientes ao ano. Uma maior concentração do vírus é encontrada na África, Ásia e Índia. Recomendamos que a qualquer sinal de um dos sintomas mencionados um médico seja consultado para o tratamento apropriado.

Via Instituto Butantan


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